Uma legião de robôs gigantes e naves espaciais destruindo a cidade de São Paulo. O prédio do Banespa vindo abaixo, o Museu do Ipiranga sendo pisoteado e o Ibirapuera coberto por uma imensa bola de fogo. Uma cena desta, à Independence Day, não seria nada mal, né? Pois foi o que uma produtora uruguaia realizou, só com pano de fundo em Montevidéu.
O curta-metragem, batizado de “Ataque de Pânico”, foi feito em 2006. A ideia era fazer um clipe de uma banda uruguaia de rock chamada Snak, mas parece que o vídeo ganhou proporções muito maiores. Prova disso são as quase 15 mil visualizações no YouTube.
Rondados pela curiosidade, fomos atrás da galera da produtora responsável, a ParisTexas, e conversamos com o Emiliano Mazza de Luca, seu diretor executivo:
Há quanto tempo existe a ParisTexas?
Já existe há 12 anos. A Parato Post, que foi a que fez a pós-produção do filme tem apenas 2. Frederico Alvarez, que foi o diretor do curta, é o proprietário da Parato Post atualmente.
A ParisTexas já fez um monte de filmes para publicidade. Quantos curtas vocês têm?
Nós somos uma produtora de publicidade. Mas todos os anos tratamos de produzir alguns clipes musicais, curtas ou documentários. Alguns destes projetos podem ser vistos no nosso site: www.paristexas.com.uy
Quando o “Ataque de Pânico” foi feito? Por qual motivo?
Rodamos o “Ataque de Pânico” em 2006. Foram duas jornadas de rodagem em Montevidéu e seus arredores. A razão era fazer um videoclipe do grupo uruguaio de rock Snak, e sua música “Ataque de Pânico”.
Como foi a produção do filme? Como vocês misturaram animação e atores?
O curta foi rodado com atores nas locações e logo se aplicaram todos os elementos 3D. Para isso medimos a luz em cada local, anotamos o tipo de lente que se estava usando para conseguir repetir no computador e fazer com que os objetos tivessem a mesma sensação ótica.
Como é destruir a própria cidade? Gostariam de fazer isso com algum lugar em especial?
Fazer isso em um curta-metragem é algo muito divertido. Escolhemos lugares bem típicos e alguns ícones da cidade de Montevidéu. Eu gostaria de destruir muitos edifícios horrorosos que foram construídos nas décadas de 1980 e 1990, mas logo há que se construir edifícios lindos!
Como foi a reação do pessoal que vive em Montevidéu?
Houve uma grande repercussão. O curta, uma vez que foi veiculado na internet, teve uma repercussão na tevê local e depois no resto do mundo.
Não foi uma produção muito cara, não?
As rodagens foram feitas com o mínimo. Alugamos um ônibus e duas vans para o transporte, mais a comida…Não chegou a 500 dólares. Mas o custo real é muito maior, mas por se tratar de uma produtora conseguimos os equipamentos de graça e também a pós-produção.
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